A maldição das velas vermelhas: Um sinal de alerta histórico?
O mercado cripto prende a respiração enquanto o mês de janeiro chega ao fim. Se a Bitcoin fechar este mês em queda, registará a sua quarta perda mensal consecutiva. Segundo os dados históricos, uma série negra deste tipo não ocorria desde 2018, ano em que a BTC acabou por capitular para tocar num fundo (bottom) na zona dos 3 000 $.
Atualmente, a Bitcoin é negociada numa zona crítica entre os 87 700 $ e os 88 000 $, apresentando um recuo de cerca de 1,5 % nas últimas 24 horas. A incapacidade dos compradores (bulls) de inverter a tendência reforça o sentimento de prudência. Esta repetição do padrão de 2018 não significa necessariamente um regresso aos 3 000 $, mas sugere que a estrutura de mercado está extremamente frágil e poderá preceder uma fase de capitulação ou de correção prolongada.
O suporte dos 85 000 $ pode salvar a Bitcoin da queda?
Do ponto de vista técnico, a BTC está encurralada. O nível dos 84 300 – 86 000$ atua como um suporte imediato crucial (order block em 1 dia). É a linha de defesa que os traders vigiam nervosamente: uma quebra clara abaixo deste limiar poderá desencadear uma cascata de liquidações e abrir a porta a uma volatilidade acrescida.

Na subida, a trendline situa-se nos 91 000 $. Para invalidar a tese baixista (bearish) e evitar esta famosa quarta vela vermelha, a Bitcoin tem de reconquistar imperativamente este nível psicológico antes do fecho mensal. Os indicadores de momentum mostram por agora uma fadiga dos compradores, deixando o campo livre aos vendedores para testar os nervos do mercado.
Devemos recear uma nova correção massiva ou comprar o dip?
Dois cenários desenham-se para os próximos dias. No caso de um cenário bearish, a validação da série de perdas mensais poderá empurrar a BTC a testar zonas de liquidez mais baixas, potencialmente na direção dos 84 500 $, confirmando a dominação dos bears.
Inversamente, um impulso bullish de última hora, impulsionado por volumes de compra institucionais, poderá permitir à BTC fechar acima do seu preço de abertura mensal. Isto quebraria a maldição de 2018 e poderia relançar a máquina rumo a novos máximos. Por enquanto, a prudência é de rigor: o mercado está numa encruzilhada.
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