Um plano global orientado para o Bitcoin
A Indonésia, quarto país mais populoso do mundo, está a considerar utilizar o Bitcoin como reserva nacional para estimular o seu crescimento económico. Uma iniciativa ambiciosa que poderá abalar as normas financeiras tradicionais e posicionar o país como um precursor na adoção institucional de criptomoedas.
Discussões recentes entre responsáveis indonésios e a organização Bitcoin Indonesia destacaram vários pontos :
- A mineração de Bitcoin, facilitada pelos recursos energéticos abundantes do país (hidroeletricidade, geotermia).
- A educação, considerada essencial para incentivar uma adoção massiva da criptomoeda.
Entre os argumentos apresentados, destacam-se as projeções do célebre investidor Michael Saylor :
Um Bitcoin a 13 milhões de dólares até 2045 num cenário moderado, e até 49 milhões numa perspetiva otimista. Suficiente para fazer sonhar uma economia em busca de diversificação.
Um futuro eldorado apesar da regulamentação ?
Apesar deste interesse, o quadro legal continua restritivo. Desde 2017, os pagamentos em criptomoedas são proibidos na Indonésia. Mais recentemente, o governo introduziu uma tributação rigorosa sobre as transações e a mineração.
Mas a realidade no terreno está a evoluir : em Bali, já é possível pagar com BTC no setor imobiliário. Um sinal de que a utilização dos criptoativos está a ganhar terreno, mesmo face a um contexto regulatório rígido. Ao considerar o BTC como pilar económico, a Indonésia envia um sinal forte. Se as barreiras legais forem levantadas, o país poderá tornar-se um polo regional ou mesmo mundial da economia cripto.
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