O papel fundamental da Arkham na resolução do mistério
Graças a uma análise aprofundada da blockchain, a Arkham Intelligence revelou que mais de 90% dos ativos da LuBian foram transferidos num único dia. Esta transferência foi feita para carteiras de Bitcoins até então inativas. Apenas 12.000 BTC permaneceram com a LuBian, que posteriormente cessou toda a atividade pública.
A Arkham também descobriu que a LuBian tentou contactar o atacante enviando mais de 1.500 microtransações contendo mensagens de negociação. Mas estes apelos ficaram sem resposta, e os 127.000 BTC roubados nunca foram movidos desde então.
A análise da Arkham revelou que a falha que originou o roubo provinha de uma debilidade na geração das chaves privadas na LuBian. O seu software de carteira utilizava um algoritmo baseado em apenas 32 bits de entropia, um nível de segurança muito fraco. Isto permitiu ao atacante calcular as chaves privadas por força bruta e esvaziar os fundos sem acionar qualquer alerta.
127.000 BTC desaparecidos : O maior roubo de Bitcoins da história
Comparado com outros grandes roubos da história da bitcoin, o da LuBian destaca-se pela sua magnitude. Com 127.000 BTC roubados, o equivalente a mais de 14 mil milhões de dólares atualmente, é de longe o roubo mais significativo alguma vez revelado.
Além disso, o facto de os fundos nunca terem sido movidos ou branqueados torna este roubo ainda mais excecional. A Arkham confirmou que os endereços ligados ao atacante fazem dele agora o 13.º maior detentor de bitcoins do mundo.
Esta saga sublinha a importância crucial da segurança das carteiras no ecossistema da criptomoeda. Demonstra também como falhas técnicas podem permitir roubos massivos que permanecem despercebidos durante anos.
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