Fortes críticas de Trump a Powell e à Fed
A polémica em torno da política monetária da Fed não para de intensificar-se desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca. Durante a cimeira da NATO em Haia, Trump criticou veementemente Jerome Powell, o presidente da Reserva Federal, acusando-o de conduzir “políticas económicas terríveis” e “medíocres intelectualmente”.
Segundo Trump, a relutância de Powell em reduzir as taxas de juro poderá custar milhares de milhões de dólares à economia americana a longo prazo, devido ao aumento dos pagamentos de juros da dívida pública. O presidente considera que cortes de taxas mais agressivos seriam benéficos para estimular a atividade económica.
Potenciais substitutos de Powell
Face a estas divergências, Trump confirma que irá elaborar uma lista restrita de três a quatro potenciais candidatos para substituir Jerome Powell quando o seu mandato terminar em maio de 2026. Os nomes de Kevin Warsh, antigo governador da Fed, Kevin Hassett, diretor do Conselho Económico Nacional, e Christopher Waller, atual governador do Banco Central, circulam como favoritos.
Estas personalidades são conhecidas pelas suas posições favoráveis a cortes de taxas mais significativos, o que corresponderia à visão económica de Trump.
À medida que a dinâmica política e económica evolui, a futura direção da Reserva Federal será crucial para os anos 2025-2026. Com Trump a considerar uma mudança na sua liderança, a política monetária americana poderá sofrer uma viragem significativa, especialmente se o candidato escolhido adotar uma abordagem mais agressiva em matéria de taxas de juro.
Alguns agentes do mercado, como o CEO da Cantor Fitzgerald Howard Lutnick, sublinharam as vantagens económicas das tarifas alfandegárias, destacando que os Estados Unidos arrecadam mais de 30 mil milhões de dólares por mês graças a estas tarifas. Estes fundos poderiam contribuir para reduzir o défice federal e os pagamentos de juros.
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